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Mamoplastia de aumento: a prótese deve ser trocada a cada dez anos?

19 de abril de 2016

Há muitas questões envolvidas na colocação do implante mamário e que comumente são levantadas pelas mulheres no consultório do cirurgião plástico. Uma delas é se a prótese deve ser trocada e qual é o prazo para isso. Na verdade, não há uma estimativa da vida útil das próteses. O que existe é a recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) para que o implante mamário seja trocado a cada 10 anos. Também há a indicação do CFM para que as mulheres que tenham feito mamoplastia de aumento realizem consultas semestrais com o cirurgião plástico para controle clínico e verificação da integridade do implante.

Há casos em que a substituição de apenas um dos implantes ou de ambos pode ser necessária depois de um tempo, já que a durabilidade deles não é vitalícia. Prestar atenção às recomendações do médico é relevante para a segurança e saúde da mulher, tanto quanto para o sucesso da cirurgia.

Como a prótese é trocada

A recomendação para que a prótese seja trocada a cada 10 anos existe porque a prótese se torna mais frágil com o passar do tempo e o desgaste da cápsula externa pode colocar o material de preenchimento em contato direto com o organismo. Essa indicação está relacionada mais a uma questão de cuidado e segurança do que a existência de algum risco efetivo, quando não há constatação de qualquer outra complicação relacionada. E varia muito de acordo com a conduta do cirurgião.

A cirurgia para troca da prótese pode ser ainda mais rápida e simples do que a realizada para a colocação dos implantes. Há a possibilidade de o médico usar, inclusive, a incisão já feita na primeira cirurgia para fazer a substituição e, assim, evitar novas cicatrizes. Em geral, o procedimento é o mesmo.

Cuidado com a segurança da(o) paciente

Quando utilizadas na mamoplastia de aumento ou nos casos de reconstrução mamária após retirada total ou parcial da mama para tratamento do câncer no local, as próteses de silicone são válidas, úteis e não provocam doenças do colágeno ou câncer mamário. Pelo contrário, trazem grandes benefícios às(aos) pacientes que necessitam de reparação do contorno mamário, seja com a finalidade estética ou de recomposição do volume mamário pós-mastectomia.

Para tornar o uso de próteses mais seguros, desde 2012 o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), em uma ação conjunta com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), definiu os Requisitos de Avaliação da Conformidade para Implantes Mamários para obtenção e manutenção da autorização para o uso do Selo de Identificação da Conformidade pelos fabricantes. Na prática, significa que há requisitos mínimos de identidade e qualidade para implantes mamários que devem ser seguidos. Caso o implante usado não atenda as especificações, sua utilização nem deve ser considerada.

Certificar-se com o cirurgião de que as próteses a serem implantadas, tanto na primeira cirurgia, quanto em uma eventual troca, atendem às determinações é uma garantia de que a saúde dificilmente será comprometida por um produto de má qualidade. É um ponto importante que deve sempre ser lembrado.

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